Notícias de Arquitetura e Construção

Escrito por Administrador
Qui, 17 de Novembro de 2011 15:17
Por Arqº Thiago H. Arasaki Muitas vezes, pequenos detalhes fazem a diferença, principalmente no local onde trabalhamos todos os dias. E algumas mudanças podem melhorar muito a produtividade na empresa. Empresas que permitem a descontração entre seus colaboradores, permitindo ter mesas personalizadas, cores, salas para descanso ou diversão, podem ser inovadoras mas, além disso, têm alta retribuição por parte dos seus empregados. Em um lugar onde todas as paredes são brancas, onde não há visão do exterior e apenas luzes artificiais, não parece ser um bom local para trabalhar, não é mesmo? Em ambientes assim, tudo se resume somente à sala onde você se encontra, limitando sua criatividade e seu bom humor. A posição das mesas também é muito importante. Imagine trabalhar voltado para uma parede ou confinado em um espaço mínimo sem contato com outras pessoas? Outra sensação estranha é ter alguém trabalhando atrás de você, principalmente seu chefe. A impressão de que ele está sempre olhando cada movimento seu não é nada confortável. Poucos podem dizer que não se incomodam, mas como melhorar essas pequenas coisas cotidianas em um escritório? Pensando no bem-estar dos funcionários. Claro que é impossível agradar a todos, mas minimizar os danos causados por esses erros descritos acima ajudará muito sua qualidade de vida. Janelas com visão para o exterior, plantas, cores espalhadas nas paredes ou em objetos, luz do sol, interação entre funcionários, espaços adequados à alimentação e ao descanso, móveis ergonômicos e bem distribuídos, tudo isso pensado junto aumentará o desempenho dos empregados, em qualquer escala de empresa. Pode parecer meio óbvio, mas se o é, por que na sua empresa, ou do seu amigo ou familiar, as coisas não são assim? Por mais que o mercado exija uma postura séria de escritórios e empresas, o bem maior está nas pessoas que fazem o nome da empresa crescer, que trabalham todos os dias e que sofrem com as consequências de um ambiente ruim para realizar suas tarefas diárias. Há casos de empresas que não deixam nem que seus funcionários troquem o papel de parede dos seus computadores. Faça sua parte, converse com seus superiores, ou você, chefe de empresa, permita que seus funcionários sugiram melhorias e ouça-as, afinal, se seu empregado quer que a empresa cresça, que mal tem seguir alguns conselhos?
Escrito por Administrador
Qui, 17 de Novembro de 2011 15:04

Por Inês Reis e Márcia Marques O uso dos Leds hoje em dia está se tornando cada vez mais comum, a sigla LED significa (Light Emmiting Diode) em Português Diodo Emissor de Luz. grande vantagem do Led está em sua vida útil estimada em 30.000 horas e no seu consumo de energia, onde o mesmo consome menos da metade das lâmpadas comuns. A aplicação dos Leds no Paisagismo e Design de Interiores ganha cada vez mais mercado, pois os Leds podem ser encontrados nas cores Vermelho, Amarelo, Azul, Verde Puro, Verde Azulado, Rosa, Branco, Branco Quente (luz igual à lâmpada incandescente) e RGB que são 3 cores Vermelho, Verde e Azul onde se trabalha com uma mistura de cores que pode se formar todas as cores. Tudo isso é comandado através de um controlador que possui várias funções, você pode parar em cada cor ou trabalhar de forma que essas cores vão se misturado e piscando rapidamente, conforme explica Rodrigo Parreira (Diretor de Importações da Uniled – www.uniled.com.br), esse efeito não se consegue com uma lâmpada comum, por isso cada vez mais se torna comum e muito procurado a utilização dos Leds nessas áreas. No paisagismo, o Led consegue trabalhar com a cor verde pura, ideal para iluminar forrações, frutíferas, palmeiras, espelhos d’água, fontes, esculturas, etc., ou com as outras cores, no caso do Branco, Branco Quente ou até mesmo com o efeito RGB, aí é só usar a sua imaginação e formar o ambiente desejado pelo cliente, ainda com a vantagem de ter uma vida útil maior que as lâmpadas comuns e sem contar com a economia de energia. Os Leds podem ser vendidos na forma solta que pode ser montado em um circuito e ligado em uma fonte, mas claro sempre recomendamos um especialista em eletrônica que conheça sobre a ligação dos Leds, já montados em formas de lâmpadas e refletores onde é só substituir as lâmpadas e refletores comuns pelos de Led estes já vem com as bases como E-27, GU10, MR16 iguais às lâmpadas comuns. No caso citado anteriormente onde os Leds podem ser vendidos de forma solta e montado em um circuito eletrônico pode ser interessante no caso onde nenhum dos produtos já prontos atender às necessidades do cliente ou não produzir o efeito desejado pelo projeto. Existe um produto novo no mercado que se chama Strip Led (Fita de Led), ele é como uma fita composto por vários Leds, também disponível em todas as cores inclusive RGB, e sua grande vantagem é a flexibilidade, podendo ser usada em ambiente externo é toda vedada podendo tomar chuva. Esta fita é vendida por metro e outra vantagem é que pode ser cortada a cada 5 cm viabilizando vários tipos de projetos onde há a necessidade se ter um produto flexível e querendo iluminar somente um ponto ou algo parecido. A aplicação deste produto é infinita podendo colocar em volta de árvores onde se pode ver de vários ângulos a espécie decorada ou no caso do design de interiores pode se aplicar em sancas pois o produto tem uma iluminação muito boa e é de fácil instalação. No caso do RGB é vendido também o controlador para essa fita proporcionado um efeito de cores e a vantagem de ser comandado através de um controle remoto sem fio, proporcionado uma comodidade para seu cliente. Enfim os Leds vieram realmente para ficar e cada vez mais proporcionando efeitos e custo benefício cada vez melhores.

Escrito por Administrador
Qui, 17 de Novembro de 2011 14:51

Por Eng. Luiz Carlos Thiers Silva

O primeiro passo para construir uma edificação é a compra do terreno, obviamente se você não o possui.

Existem aspectos relevantes e limitações físicas e legais impostas ao terreno que vão influenciar diretamente no seu projeto e podem, eventualmente, inviabilizar um determinado plano que você tem em mente.

Escolha pela Área e Localização.

Na busca pelo terreno ideal para executar a construção, inicialmente pensa-se na localização, na área e no preço, devendo-se tomar alguns cuidados já nessa escolha.

A área deve ser adequada ao que se deseja construir. Um lote de 350 m2, por exemplo, não se presta para quem deseja construir, além da casa, uma piscina, uma quadra de esportes ou um pomar com grande variedade de frutas. Deve-se ter ao menos uma idéia do que se deseja colocar dentro do lote, fazendo-se um anteprojeto, bem simples, com tudo que se pensa incluir e suas respectivas áreas aproximadas.

Quanto à localização, atente para os aspectos de distância do Centro, segurança, clima, proximidade de comércio, escolas e linhas de ônibus.

Atente para as Limitações Físicas

Os aspectos físicos que podem oferecer limitações à construção são a topografia, a qualidade do solo, eventuais encostas, proximidade de águas, etc. É recomendável que se visite a área. “Pise” no terreno que você está adquirindo. Se possível leve consigo um engenheiro ou arquiteto para orientá-lo.

É comum existirem no mercado terrenos baratos que parecem, a princípio, um grande negócio. Entretanto podem significar elevados custos em fundações e contenções de arrimo, por suas limitações físicas, transformando aquela “pechincha” num grande peso no seu orçamento.

No caso de loteamento novo, em que não foram concluídas as obras de terraplanagem e demarcação do loteamento, faça incluir no contrato de compra e venda, além das dimensões e posicionamento do terreno, a declividade da área a ser adquirida. Verifique, também se não existe água nas proximidades. Os solos próximos a regiões alagadas, como rios e lagoas, são de resistência muito baixa ou foram aterrados, resultando em problemas nas fundações da casa a ser construída. Existe, ainda, o risco das águas subirem em épocas de grande concentração pluviométrica.

Atente para as Limitações Legais

As limitações legais são as limitações urbanísticas, de higiene e segurança e as limitações militares.

As urbanísticas são preceitos de ordem pública, normalmente exigida pela Prefeitura Municipal, que protegem a coletividade na sua generalidade. São elas, entre outras, o arruamento, o alinhamento, o nivelamento (gabarito) e a taxa de ocupação. Em Juiz de Fora as limitações urbanísticas são normalizadas pela Lei do Uso e Ocupação do Solo (LEI: 6910/86).

As limitações de higiene e segurança são aquelas que visam preservar a saúde dos indivíduos.

As limitações militares se referem a áreas estratégicas de segurança nacional ou bases militares.

Torna-se necessário, portanto, levar em consideração todos esses aspectos legais desde a compra do terreno, pois são de caráter limitativo na hora de conceber e aprovar o projeto. Exemplo muito comum de problema por desconsideração desses aspectos é o caso da compra de um lote para construção de um pequeno prédio de 4 pavimentos e o gabarito permitido ser de apenas 6 metros de altura.

Procure, portanto, um profissional para orientá-lo.

Verifique a Documentação

Verifique a documentação do terreno, como o registro no Cartório de Registro de Imóveis, que é a comprovação de propriedade de quem está lhe vendendo, e as guias pagas do IPTU (Imposto Predial e Territorial Urbano), para não Ter surpresas desagradáveis. Peça uma certidão na Prefeitura Municipal para se eximir de responsabilidades.

Por fim consulte o Cartório de Registro de Imóveis para verificar se existe alguma hipoteca ou qualquer outro impedimento pesando sobre o imóvel. Solicite também Certidões Negativas de pessoa física ou jurídica, conforme o caso (veja na seção “Dicas” - Documentação Necessária para Aquisição de Terrenos).

Cuidados com o Posicionamento e as Dimensões Reais

Contrate um topógrafo para verificar as dimensões do lote e o se posicionamento dentro do loteamento. Existem muitos casos de invasões de vizinhos que representam, no futuro, ações judiciais que vão transformar seu sonho em pesadelo.

O custo do levantamento topográfico é baixo em relação ao preço do terreno, e compensa os possíveis aborrecimentos.

Cabe salientar que as medidas de um terreno referem-se sempre a sua projeção no plano horizontal, quer o mesmo esteja todo em um mesmo nível ou não.

Faça o Registro do Terreno

Fechado o negócio, você é o novo proprietário do terreno, e não há nada mais a fazer senão começar a pensar na construção... Engano. Você deve providenciar o mais rápido possível o registro do seu imóvel no Cartório de Registro de Imóveis. Isso vai impedir que o antigo proprietário, de má fé, venda-o novamente para outra pessoa. Somente é dono quem tem o registro do imóvel em seu nome

Última atualização ( Qui, 17 de Novembro de 2011 14:54 )
Escrito por Administrador
Qui, 17 de Novembro de 2011 14:51

Por Eng. Luiz Carlos Thiers Silva

A construção de uma edificação exige que sejam considerados e atendidos diversos aspectos, principalmente os de caráter legal, que têm início já na escolha do lote. A legislação é muito ampla, e varia de um local para outro, motivo pelo qual recomenda-se, para todos os casos, a contratação de um profissional (arquiteto ou engenheiro). Entretanto, é bom saber o que ela envolve.


A primeira questão refere-se às cláusulas contratuais do loteamento, que procuram uniformizar o bairro e, muitas vezes, são até mais severas que o Código de Edificações do município. Elas podem definir, por exemplo, o número de pavimentos, a taxa de ocupação (percentual, em relação à área total do terreno, ocupada pela projeção da construção sobre o terreno), o coeficiente de aproveitamento (índice que estabelece a relação entre o total de área construída e a área do terreno) e a adoção de recuos maiores que os previstos em lei.

Se o lote pretendido está no litoral, em região de mananciais (junto às represas ou bacias hidrográficas) ou em área de floresta nativa, as exigências legais se multiplicam. No caso do litoral, muitas faixas de terra são bens permanentes da Marinha Brasileira; paga-se o preço de mercado do lote, mais uma taxa à Marinha para ocupá-lo e ainda é preciso cumprir as exigências para sua ocupação. Geralmente, não se constrói ao longo de uma faixa de 30m, contados a partir da maré alta; nela, só são permitidos equipamentos de lazer e jardins, desde que não comprometam a paisagem.

Em área de proteção aos mananciais, o problema está mais na taxa de ocupação e no coeficiente de aproveitamento, visando prejudicar o menos possível a vegetação nativa. Árvores centenárias não podem ser derrubadas; muitas vezes, elas são identificadas pelo diâmetro do seu tronco, e precisam estar indicadas no levantamento planialtimétrico.

No caso das matas naturais, por maior que seja o terreno, a taxa de ocupação e o coeficiente de aproveitamento serão bastante pequenos, para que a construção da edificação não caracterize um desmatamento. Ao visitar o loteamento, deve-se verificar se o mesmo está em região protegida por lei especial.

Principalmente em cidades grandes, não é incomum estar tramitando, nas esferas municipal, estadual ou mesmo federal, projetos que impliquem, futuramente, na desapropriação parcial ou total de áreas - e, conseqüentemente, na sua desvalorização, pois esse procedimento não respeita os valores de mercado.

Ao pensar em comprar um terreno urbano, é necessário conferir se há, no bairro, algum projeto de porte, como uma alça viária, a duplicação de uma avenida, a construção de prédio público ou até a urbanização de uma praça, o que poderá levar parte do lote.

O profissional pode identificar a classificação do lote quanto à sua localização, o que a legislação de zoneamento permite construir e se há projetos para alteração do uso do solo nas imediações.

Uma vez resolvidos os prováveis problemas que envolvem a compra, é preciso definir o profissional responsável pelo projeto. O custo do projeto é pessoal, embora o Instituto de Arquitetos do Brasil (IAB) possua uma tabela de honorários que serve de parâmetro para os profissionais. A escolha de um profissional que já atue na cidade é uma boa alternativa, tendo em vista que ele, com certeza, já deve estar cadastrado junto à respectiva prefeitura.

Os procedimentos legais e burocráticos junto à prefeitura devem ser cumpridos pelo arquiteto ou pelo proprietário, ou por terceiros, com a devida procuração legal. Os documentos exigidos normalmente são:

• o título de propriedade do imóvel, devidamente registrado (escritura);
• cópia das folhas 1 e 2 da notificação/recibo do IPTU;
• memorial descritivo, especificando os materiais a serem utilizados, em duas vias (assinadas pelo autor do projeto e pelo proprietário);
• peças gráficas (plantas, implantação, cortes, fachada principal, tabela de iluminação e ventilação com carimbo próprio da prefeitura, assinadas pelo autor do projeto, pelo responsável pela obra e pelo proprietário);
• levantamento planialtimétrico em duas vias (elaborado por profissional habilitado ou pelo próprio arquiteto);
• vias da taxa recolhida para o CREA, com base no valor cobrado pelo arquiteto e na metragem quadrada, sem a qual a prefeitura não libera o Alvará de Construção;
• cópia do recibo atualizado dos profissionais envolvidos e cadastrado na prefeitura;
• cópia da carteira do CREA dos profissionais;
• comprovante de pagamento das taxas e emolumentos exigidos pela prefeitura (que variam de cidade para cidade) referentes ao andamento do processo a ser instaurado.

Caso o setor municipal responsável pela liberação do Alvará de Construção encontre alguma irregularidade, emitirá um Comunique-se, ou seja, um comunicado oficial do problema encontrado e um prazo para que este seja sanado; deve-se ficar atento aos prazos do Comunique-se, para que as pendências sejam resolvidas em tempo hábil.

As prefeituras, via de regra, exigem que o canteiro construído na obra seja cercado por tapumes, dão um prazo para seu cumprimento e cobram uma taxa para sua execução (embutida nos comprovantes exigidos antes da aprovação do projeto).

Todos os profissionais que trabalharão na obra (à exceção dos autônomos) precisam ser registrados de acordo com as normas no Ministério do Trabalho, pagando a Guia de Recolhimento da Previdência Social. Em um quadro de avisos, em local visível, estarão os nomes dos empregados, horários de entrada e saída e horário de funcionamento da obra.

Na obra ficará uma cópia da planta aprovada e o Alvará de Construção. De acordo com a legislação, deve haver um banheiro, mesmo que os empregados não durmam no alojamento. A obra ainda deverá ter ligação de água e luz e a placa do autor do projeto e do responsável técnico em lugar visível: se um fiscal do CREA não a localizar, pode multar o profissional com base em lei federal.

Dependendo da situação do terreno, são estipulados horários para carga e descarga, da entrega do material de construção aos bota-foras de terra. A legislação é específica demais, mas os horários usados visam evitar que a construção incomode a vizinhança.

A fiscalização de obras, na verdade, não existe para aterrorizar os proprietários, mas para impedir que a legislação seja ferida. Quando algum tipo de irregularidade é encontrado - a construção não confere com a planta aprovada, foram feitas alterações no projeto original, há desrespeito às leis trabalhistas -, o fiscal deve emitir uma Notificação ao proprietário ou profissional responsável pela obra.

A exemplo do Comunique-se, a Notificação não é uma penalidade em si, mas um documento legal, com prazo para que o proprietário ou o profissional apresente a solução do problema. Quando a irregularidade é muito grave, pondo em risco a integridade física dos pedestres ou casas vizinhas ou sendo obra clandestina, o fiscal tem poderes para embargar (paralisar) a obra.

Uma vez embargada, é dado um prazo para regularizar (ou justificar) a irregularidade que gerou o embargo, pagando uma taxa correspondente às adotadas na religação de água ou luz quando interrompidas por falta de pagamento.

Concluída a obra, visitada os guichês que comandam os aspectos legais da construção e cumpridas todas as obrigações técnicas e legais, é emitido o mais almejado dos documentos para quem constrói: o Habite-se. Sem ele, não é possível ocupar o imóvel; com ele, acaba a interferência municipal sobre a construção.

<< Início < Anterior 1 2 3 4 5 6 Próximo > Fim >>
Página 6 de 6