Notícias de Arquitetura e Construção

Qui, 17 de Novembro de 2011 16:29

Ao longo do ano, ocorrem muitas mudanças no clima e as plantas necessitam delas para florescer e sobreviver. Em cada mês existem processos em que as plantas de determinadas espécies devem passar e também florescer. Por isso separamos algumas dicas para os jardineiros de primeira viagem fazer durante o ano:

Janeiro: Instalar estacas de folha de begônia e violeta e estacas de galho de brinco-de-princesa, gerânio e roseira. Florações: agapanto, alamanda, angélica, bela-emília, boca-de-leão, copo-de-leite, dália, magnólia branca, pau-de-tucano, pau-ferro, sálvia. 

Fevereiro: Fazer mudas de galhos. Florações: esporinha, lírio, margarida-branca, paineira, quaresmeira. 

Março: Bom para enxertos em roseiras. Retirar da terra os bulbos de plantas que já secaram. Florações: anêmona, capuchinha, castanha-de-macaco, manacá-da-serra, saudade, zínia. 

Abril: Fazer mudas de galho de comigo-ninguém-pode e dividir touceiras do clorofito. Florações: acácia-mimosa, amor-agarradinho, brinco-de-princesa, ciclâmen, cravina, crisântemo, petúnia. 

Maio: Plantar bulbos e adubar vasos e canteiros: 10 gramas de adubo químico para cada metro quadrado. Florações: bico-de-papagaio, camélia, flor-de-maio, prímula. 

Junho: Diminuir as regas e proteger as plantas das geadas.Florações: azaléia, cipó-de-são-joão, eritrina, ipê-roxo, íris, orquídea-sapatinho. 

Julho: Proteger os caules com palha. Podar cercas-vivas, árvores e arbustos. Florações: amor-perfeito, caliandra, cássia-mimosa, cerejeira ornamental, ipê-roxo, rododendro (tipo de azaléia), verbena, quaresmeira. 

Agosto: Podar os gramados e cobri-los com uma camada de 1 centímetro da seguinte mistura: 4 partes de terra vegetal preta, 3 de areia grossa e 3 de esterco de curral bem curtido. 

Planejar as plantas que serão cultivadas na primavera. Florações: azaléia, buquê-de-noiva, glicínia, jasmim, manacá-da-serra. 

Setembro: Transplantar vasos e adubar canteiros. Adube também os gramados (mesma dosagem indicada para maio). Florações: gardênia, grevilha arbustiva, ipê-amarelo, quaresmeira-roxa. 

Outubro: Planeje o jardim com espécies que florescem no verão. Podar um pouco as azaléias e limpar galhos secos. Florações: agapanto, antúrio, gerânio, guapuvuru, margarida. 

Novembro: Transplantar vasos e canteiros. Florações: agerato, amor-perfeito, flamboyant, jacarandá-mimoso, petúnia, sálvia. 

Dezembro: Elimine galhos secos e adube gramados com adubo químico (dosagem indicada para maio). Florações: hortênsia, jasmim-manga, magnólia amarela, rosa, quaresmeira. 

Deixe seu jardim sempre lindo e florido o ano todo!



Fonte:http://blog.giacomelli.com.br

 

Qui, 17 de Novembro de 2011 16:25

por: Paulo R. Natsuo Del Mastro

Os lagos ornamentais de pequeno e médio porte hoje são comumente requisitados como elementos integrantes aos projetos paisagísticos em busca da natureza, harmonia, prazer, equilíbrio visual e climático ou muitas vezes na busca de realizar um sonho ou desejo do cliente, e tal condição tem se apresentado como um desafio aos profissionais de paisagismo. Os conhecimentos básicos sobre aqüicultura, mecânica dos fluidos, sistemas de filtragem, plantas hidrofílicas, dimensionamento de equipamentos e elementos hidráulicos, biologia, entre outros, são requisitos necessários para o sucesso destes projetos.

Ao contrário do que se pode imaginar um lago pequeno ou de médio porte trazem mais desafios do que os grandes lagos que, via de regra, são mais estáveis, menos sensíveis a mudanças ambientais e a condição de "água cristalina" nem sempre é uma exigência. Existe uma grande preocupação futura por parte do cliente e do profissional responsável pelo projeto que o sonho de um lago cristalino povoado pelo colorido exuberante dos peixes não se transforme em um pesadelo verde turvo, com espuma e mau cheiro.

Algumas vezes esta mesma preocupação ou insegurança passa a ser a grande responsável por excluir o laguinho do projeto, frustrando todos os envolvidos no processo de criação e concepção. Isso sem mencionar os lagos que serão excluídos ou aterrados após anos de esforços de manutenção e investimento financeiro, por não alcançarem o propósito para os quais foram construídos. Tais situações podem realmente ocorrer quando o lago ornamental é encarado como um espelho d'água ou mesmo tratado como uma piscina.

É comum escutarmos que uma bomba d'água e um filtro de piscina farão a filtragem e oxigenação da água e isto seria tudo que um lago precisaria, porém este é o erro mais comum e rotineiro que se pode cometer. Como evitar tais situações? Como obter um lago equilibrado e pleno? Buscar orientação e conhecimento técnico específico é o melhor caminho, assim como a pesquisa em livros e sites especializados, expor o assunto aos profissionais segmentados ou até mesmo "hobbystas" bem sucedidos irão ajudar muito. Logicamente, lembrando que soluções aplicadas em determinados lagos nem sempre serão as soluções mais viáveis ou a "melhor" solução para o lago que temos em mente.

Um bom começo é ter em mente que um lago que abriga "vida" (sejam plantas, peixes ou répteis) passa a ser um sistema que tem seu próprio metabolismo em busca de um ponto de equilíbrio e se não oferecermos as condições favoráveis este ponto de equilíbrio dificilmente coincidirá com a situação que desejamos. O ideal é buscar este equilíbrio compondo pequenos micro-ambientes integrados pela circulação da água e "sem produtos químicos", até porque, normalmente, os produtos químicos quando não letais as diversas "vidas" necessárias ao lago, não passam de medidas paliativas ou emergenciais.

A pergunta que surge é: o maior "inimigo" do lago acaba sendo os seus próprios habitantes? Sim, podem vir a ser os principais inimigos, como podem vir a ser alguns dos "amigos" que trarão o equilíbrio ao sistema, pois a água acaba por sofrer alterações em sua "composição" principalmente em razão da matéria orgânica nela lançada. Por exemplo: quando temos um lago bem povoado por peixes, invariavelmente a maioria irá morrer se um sistema de filtragem não for providenciado ou estiver dimensionado de forma inadequada. Neste caso, os "inimigos" seriam as toxinas provindas dos próprios dejetos dos peixes (principalmente sua urina) e sobras de alimentos. Por outro lado, estes mesmos compostos (nitrogenados) é que irão manter os sistema de filtragem vivo.

Ainda como exemplo, não podemos esquecer a "força da mãe natureza": é o caso dos espelhos d'água que, mesmo sem plantas ou peixes, com o passar do tempo acabam ficando com a água verde (explosão de algas) e com 5 cm ou mais de sujeira acumulada no fundo. O mercado hoje oferece inúmeros equipamentos e filtros especializados e segmentados, além da alternativa de se desenvolver sistemas de filtragens ou de beneficiamento de água sob medida para o lago em questão. Diante de tantas opções o verdadeiro desafio acaba sendo identificar qual seria a melhor solução e qual o dimensionamento correto, de tal forma que não se crie nenhuma incompatibilidade entre os equipamentos escolhidos.

Seguem abaixo, de forma bem resumida e básica, os principais elementos necessários em um lago ornamental artificial "fechado". São eles:

Bomba d'água: responsável pela circulação da água durante as operações de filtragens. 
Bomba d'água secundária: responsável pela circulação de água para efeitos visuais no lago.
Sistema de filtragem principal: responsável em efetuar a filtragem mecânica (reter elementos em suspensão), biológica (processar os elementos provindos da matéria orgânica) e filtragem vegetal (formadas por plantas hidrofílicas concluindo o trabalho iniciado pelo filtro biológico).
Sistema de filtragem secundário: Filtro ultravioleta (normalmente utilizado para eliminação de algas, porém possui outras funções), filtragem química (composto normalmente de carvão ativado, sendo mais utilizado para eliminação de odores e elementos químicos indesejáveis). Estes filtros são utilizados apenas quando necessários. Os filtros acima (principal e secundários) podem ser individuais ou com várias fases de filtragem em um mesmo filtro. 
Captadores: pontos de captações distribuídos estrategicamente de tal forma que todas as partículas em suspensão ou decantadas no leito do lago (sujeiras) sejam levadas ao sistema de filtragem com o cuidado de não causar nenhum mal aos habitantes (em razão da sucção). 
Tubos, conexões e demais elementos hidráulicos: são responsáveis pela interligação hidráulica de todos os equipamentos e pelo controle operacional do sistema. Normalmente recomenda-se que sejam utilizados tubos com bitolas de no mínimo 50 mm (1 ½") evitando desta forma entupimentos e perda de carga hidráulica (o que eleva o consumo de energia elétrica).
Cascata: na maioria dos casos é apenas um opcional decorativo, é um erro pensar que ela é a maior responsável pela oxigenação da água e troca de gases.

No início, para quem desconhecia os tópicos do assunto, tudo isto parece ser meio complicado, porém as soluções na prática são simples, de fácil operação e manutenção, de pouco consumo de energia elétrica e proporcionam excelentes resultados, isto é, uma água cristalina e biologicamente equilibrada para os seres aquáticos. É bem verdade que optar por ter um lago no projeto é algo a mais para ser planejado e administrado, porém o seu propósito, sua perenidade, a satisfação do cliente e realização do próprio profissional envolvido certamente farão valer a pena este esforço extra.

Última atualização ( Qui, 17 de Novembro de 2011 16:28 )
Qui, 17 de Novembro de 2011 16:23

 

Por Redação do Fórum da Construção

Desde a mais simples troca de fiação até o reforço da estrutura de um edifício, toda e qualquer obra é um transtorno. Portanto, os procedimentos devem ser coordenados com planejamento e sabedoria. Senão, o que era para ser uma melhoria se torna um inferno.

Para consertos e pequenas obras que não afetem a conformação das áreas comuns ou alterem significativamente a distribuição das instalações prediais, a aprovação da assembléia pode ser sobre orçamentos de firmas ou profissionais autônomos especializados.

Para obras que afetem a fachada, a estrutura do prédio, que modifiquem áreas comuns ou alterem as instalações prediais, aconselha-se que haja um projeto e orçamentos elaborados por profissionais capacitados legalmente e aprovados por assembléia especialmente convocada para tal, observando-se o quorum necessário ditado pela convenção.

De acordo com o Novo Código Civil, a realização de obras no condominio depende:
- se voluptuárias, ou não fundamentais, de voto de dois terços, ou seja, de pelo menos 66 % dos condôminos;
- se úteis, ou fundamentais, de voto da maioria, isto é, de pelo menos 51 % dos condôminos;
Seja qual for a finalidade da obra, o projeto deve passar por assembléia, e caberá ao Síndico (ou na ausência deste, um condômino) tomar a frente dos reparos.

Licenciamento para execução de obras de reformas normalmente não é necessário, mas nos casos que alterem o projeto original do prédio como modificações ou reforços estruturais, obras em prismas de ventilação ou que alterem o gabarito de altura,etc., o profissional a ser contratado para a execução saberá como proceder e orientar o condomínio.

Pode vir a ser necessário tirar o alvará de Aprovação e Execução para Reforma. Neste caso, você deve providenciar os documentos necessários para obter esta liberação. Para mais informação, o síndico deve entrar em contato com o Departamento de Obras da prefeitura de sua cidade com o projeto de modificação em mãos.

Se possível, o síndico deve procurar empresas cuja idoneidade seja referenciada, seja por trabalhos já realizados no prédio ou por boas atuações em prédios vizinhos.

O cronograma de obras deve ser seguido sempre que possível, com previsão inclusive para imprevistos e intempéries (chuvas, ventos e outros fatores climáticos que desacelerem o trabalho). Todas essas providências evitam atrasos muito extensos, e conseqüentemente, crises entre os moradores.

Lembre-se que enquanto as obras estiverem em andamento, o síndico com certeza ouvirá muitas reclamações de condôminos incomodados com a poeira e o barulho.


Fonte:www.tudosobreimoveis.com.br

Qui, 17 de Novembro de 2011 16:19

Por Benedito Abbud

Com experiência no desenvolvimento de projetos paisagísticos nas mais variadas escalas, não tenho dúvidas da grande tendência do mercado: os trabalhos que visam beneficiar as cidades e a população que usufrui de áreas públicas. A partir dos conceitos adotados em seus projetos, o profissional vem, no decorrer dos anos, alcançando cada vez mais espaço e se consolidando nessa escala urbana.


Na escala da cidade, um dos meus projetos de maior destaque é a construção de uma nova Parauapebas – município do interior do Pará com mínima infraestrutura e com o maior índice de prostituição infantil do país, onde vive um grande número de jovens rapazes que trabalham em uma mineradora da região. 


A proposta desse trabalho foi criar acupunturas paisagísticas, ou seja, equipamentos sociais, culturais e de lazer, como campos de futebol, cinema ao ar livre, playgrounds, piscinas e praças de encontro. Com isso, procurou-se melhorar suas condições sociais, na tentativa de diminuir a ocorrência de casos de prostituição. 

Outro importante projeto é do primeiro bairro com certificação green building: Pedra Branca, em Palhoça (Santa Catarina), que recentemente foi escolhido pela Fundação Bill Clinton como um modelo dos projetos mais sustentáveis do mundo (o único da América Latina). 


O objetivo foi construir uma nova cidade multifuncional e sustentável, com infraestrutura completa destinada a usos residencial, comercial, industrial e comunitário. Foram criadas praças de estar, diversas opções de lazer ao ar livre, espelhos d’água e calçadas arborizadas. Utilizamos uma série de espécies nativas da Mata Atlântica e adotamos réplicas de inscrições rupestres nos pisos, que remetem à cultura local e à história dos primeiros habitantes da região. 

Entre os trabalhos paisagísticos para parques está o respeitável projeto do Parque Jefferson Péres, em Manaus, criado de forma a resgatar o orgulho do manaura ao utilizar elementos que remetessem à época áurea da borracha na Amazônia. Foi adotado um pórtico de ferro fundido trabalhado a partir de releituras daquele período, com espelho d’água e referências à cultura e natureza do local. Utilizaram-se também plantas nativas, como o guaraná, a seringueira e o açaí; além do piso com desenho diferenciado representando o encontro das águas do Rio Negro e Solimões. 


No âmbito das praças, um grande projeto é o da Praça Victor Civita, em São Paulo, também conhecida como Praça da Sustentabilidade, para o qual projetamos a vegetação. O desafio era fazer o plantio de variadas espécies em um terreno contaminado por um antigo incinerador de lixo. 


Nesse trabalho, em que a vegetação questiona sobre a sustentabilidade, foram criados o jardim do etanol e biodiesel, com opções de combustível verde com plantas que não requerem solos férteis; o jardim das plantas transgênicas; o jardim das fitoterápicas; as leguminosas como adubação; a hidroponia vertical para pequenos espaços e as trepadeiras que propõem uma cidade mais verde, melhorando o clima e a umidade relativa e minimizando a poluição do ar. Além disso, foi utilizado o Tec Garden, uma nova tecnologia de irrigação por capilaridade que reusa água da chuva e dispensa energia elétrica. 

Ainda nessa escala está uma praça da avenida Paulista, em um terreno da antiga casa dos Matarazzo. O desafio desse projeto foi dar uso ao local para os executivos e a população que frequentam essa região, sem perder a característica de espaço permeável que drena toda a água da chuva. 


“Com esses projetos, buscamos mostrar que o paisagismo não é um simples jardim e sim um espaço externo que, em harmonia com a arquitetura, procura proporcionar lazer, convívio social, esporte, cultura, contemplação e educação ambiental, trazendo dignidade e qualidade de vida a todos - o que é fundamental em meio ao estresse e à conturbada vida moderna”.

www.forumdaconstrucao.com.br

Última atualização ( Qui, 17 de Novembro de 2011 16:23 )
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